Voltar a Página Anterior
Novidades
   
 
 
Assine o nosso RSS
SER EMPRESÁRIO DA PRÓPRIA VIDA

O nosso trabalho é nossa sobrevivência. É fundamental que façamos dele a ferramenta ideal pra ser feliz. E isto não espera 30 anos. Isto é para hoje.

E sonhamos com o dia em que vamos nos aposentar...

Voltar às nossas casas sem a obrigação de sair no próximo dia, no horário habitual, como nos últimos longos anos. Ao final do mês, a certeza de que um salário (bom ou ruim) estará a nossa espera, sem a contrapartida da labuta diária. Foram muitos anos para alcançarmos esse privilégio. Será a hora de descansar.

Descansar? Mas quem vai querer descansar? A aposentadoria será a nossa “chance de fazer o que gostamos”, “oportunidade de ir onde gostaríamos”, “hora de realizar nossos sonhos”. Temos que concordar que já não teremos a saúde da juventude, já seremos mais exigentes em relação a conforto, já não nos proporemos a fazer qualquer coisa em qualquer lugar. É verdade, já seremos mais chatinhos.

E é quando somos mais chatos que teremos tempo e dinheiro para nos realizarmos? È pra essa data que estamos adiando nossa felicidade?

Preocupados com a infância de nossos filhos e garantindo uma velhice tranqüila para os nossos, quando faremos do adulto o sujeito de nossos verbos? Quando conjugaremos ser feliz no presente?

Nossa vida profissional é nossa vida. Vinculando-a a uma empresa, ou não, é da nossa existência que estamos falando. E, por um vício, não aprendemos a administrá-la com a mesma precisão com que tratamos os negócios a nós confiados.

Anos profissionais buscando estar competitivos para o mercado, atuando com qualidade, garantindo a nossa produtividade, mantendo-nos atualizados sobre toda a tecnologia que nosso ofício requer. Anos profissionais atingindo metas, cumprindo missões, inovando processos, administrando pessoas. Não apenas somos competentes, mas aparentamos ser competentes e direcionamos nossos atos para galgar postos mais altos, onde o entorno poderá afiançar nosso esforço e mérito.

Fica uma pergunta: e o desejo? Nesse percurso tão aguerrido, há espaço para questionar se é isso mesmo que nos faz feliz? Há espaço para repensar se estamos nos tornando algo que realmente admiramos? Há um tempo para nos olharmos? Há, ao menos, a preocupação de fazer desse dia-a-dia o caminho para o que almejamos?

É comum, nas organizações, ouvirmos reclamações do tipo “Não tenho tempo para mim”. Mas é mais comum ainda, ao perguntarmos “Que tempo é esse, o que quer fazer com ele?”, ouvirmos respostas evasivas, coisa soltas, sem objetividade, quase vazias. Fica a impressão de que apenas queremos, mas nem ousamos saber o que queremos. Impedimos nossos desejos antes de externá-los, impedindo, então, a possibilidade de realizá-los. Guardamos a frustração para a aposentadoria.

Se as empresas precisam ser competitivas para garantirem seus mercados, eu preciso ter competência para estar viva no mundo. Se a qualidade é exigência do cliente, não posso esquecer que sou meu principal cliente e tenho que me dar a qualidade que necessito, mesmo que ela não seja símbolo de status ou sucesso, apenas a garantia de me fazer sorrir.

Missão clara, foco, inovação – preciosos valores organizacionais. E qual é minha missão na vida? Em quê meus olhos estão focados? O que tenho de novo nos meus conceitos? Estou vivendo, ou torcendo para que os 30 anos passem logo, que cheguem as férias e que o domingo não se acabe?

Olny Maria Gonçalves de Freitas - Consultora Empresarial, com formação em Psicanálise, aplica o programa sob esse mesmo título, para turmas abertas ou fechadas (in company), como preparação à aposentadoria.  olny@terra.com.br

 

 

 
 
 
Fale Conosco